Dia Mundial do AVC – 29 de Outubro

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal. 

O AVC é uma emergência médica, resultante da lesão das células cerebrais, pela ausência de oxigénio na sequência de um bloqueio do fluxo de sangue por um coágulo (AVC isquémico) ou na sequência de rotura de uma artéria, causando hemorragia no cérebro (AVC hemorrágico).

FATORES DE RISCO:

  • Hipertensão Arterial;
  • Tabagismo;
  • Diabetes Mellitus;
  • Obesidade;
  • Consumo de álcool ou drogas;
  • Doenças cardíacas;
  • Sedentarismo;
  • Dislipidemia (Níveis elevados de colesterol no sangue).

Alguns fatores de risco não são controláveis, como o sexo (mais comum em homens), a idade, a raça e antecedentes familiares de doença cardiovascular ou cerebrovascular.

SINTOMAS:

As primeiras horas após o início dos sintomas de AVC são essenciais para o socorro da vítima.

Outros sintomas como falta de visão súbita, dor de cabeça forte, confusão/desorientação, dificuldades de compreensão, perda de equilíbrio e perda de consciência podem estar presentes.

O INEM aconselha os cidadãos a ligar 112 sempre que as vítimas de doença súbita apresentem os sinais e sintomas do AVC.

PREVENÇÃO:

Para prevenir a doença, devem ser adotados hábitos de vida saudáveis: alimentação saudável, prática de atividade física, abstinência de hábitos tabágicos e alcoólicos, perda de peso e controlo de doenças como hipertensão arterial e diabetes.

Bibliografia:

https://www.associacaoavc.pt/

Artigo elaborado por:

Adriana Pinheiro

Interna de Formação Específica em MGF

USF Serra da Lousã

DIA 20 DE OUTUBRO – DIA MUNDIAL DE COMBATE AO BULLYING

A palavra bullying (anglicanismo) é utilizada para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por uma ou mais pessoas no contexto de uma relação desigual de poder, ocasionando dor e angústia nas suas vítimas.

Esta data é um alerta para esta problemática com que muitas crianças e jovens se deparam, sendo as famílias e a comunidade escolar, elementos muito importantes na prevenção e combate desta entidade. Segundo a UNICEF, uma em cada três crianças do mundo, entre os 13 e os 15 anos, é regularmente vítima de bullying na escola, sendo este um dos locais onde este problema se faz sentir, apesar de poder existir em outros ambientes, como o laboral.

O bullying escolar, pela população que atinge, é um fenómeno que pode afetar seriamente a saúde e o bem-estar das crianças e adolescentes, com consequência negativas que podem persistir até à idade adulta.

De ressalvar que associado ao recurso ás novas tecnologias, nomeadamente as redes sociais, insurge-se uma nova forma de bullying, o ciberbullying, que deixa de lado a parte física deste fenómeno, mas com repercussão na auto-estima do lesado.

Os principais desafios colocados por esta data enquadram-se na consciencialização da população para esta forma de violência, apoiar e incentivar as vítimas a denunciarem estas situações graves e encontrar formas de as prevenir. A luta contra o bullying não é uma tarefa de um dia, nem de um grupo de pessoas, mas sim de todos os dias do ano e de todas as pessoas.

Alguns dos recursos para ajudar a conhecer e combater este problema:

Bibliografia:

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/noticia?i=dia-mundial-do-combate-ao-bullying

Artigo elaborado:

Andreia Pereira

Interna de Formação Específica em MGF

USF Serra da Lousã

Dia Mundia da Dor – 15 de Outubro

“A dor é uma experiência sensorial ou emocional desagradável associada a lesão tecidular, real ou potencial, ou descrita em função dessa lesão”

 – Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP)

A dor não é apenas uma experiência puramente física; também o é emocional, com impacto na qualidade de vida de quem a sente. Pode ser um sinal de aviso para uma lesão (iminente ou real), desempenhando um papel importante de prevenção e recuperação das funções do organismo. Por ir além dos sintomas físicos, a dor é considerada um processo complexo, sendo uma experiência subjetiva e individual, influenciada por vários fatores (culturais, psicossociais, …).

Dor aguda e dor crónica

A dor aguda é uma dor que, até certo ponto, tem consequências benéficas para o organismo, sendo um sinal de alerta que avisa para a ocorrência um traumatismo, queimadura ou doença súbita, por exemplo. É, portanto, um sintoma extremamente importante para o diagnóstico de várias doenças, sendo a principal causa de procura de cuidados de saúde pela população em gera. A dor aguda é limitada no tempo, geralmente localizada e tem um estímulo específico que a causa.

Apesar de ser útil para diagnosticar várias doenças, a dor aguda deve ser tratada, de modo a não se perpetuar no tempo e transformar em dor crónica.   

Quando a dor persiste depois do período estimado para a recuperação de uma lesão ou existe de forma persistente ou recorrente durante pelo menos 3 a 6 meses, sem lesão ativa aparente, é considerada dor crónica. Esta pode surgir no contexto de várias doenças (cancro, artrose, “zona”), após algum tipo de cirurgia e pode agravar com, por exemplo, traumas e posturas incorretas. Pode também ocorrer sem causa aparente.

Que tipos de dor existem?

Existem vários tipos de dor, de acordo com a sua origem. Alguns deles são:

  • Dor traumática: é uma dor aguda que pode afetar ossos, articulações e músculos.  É geralmente causada por traumas no aparelho musculoesquelético;
  • Cefaleias e enxaquecas: a cefaleia é conhecida como “dor de cabeça”, sendo uma das formas de dor mais frequentemente observadas. A enxaqueca é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a perturbação crónica mais incapacitante e dispendiosa, sendo mais frequente em mulheres. Pode causar náuseas, vómitos, sensibilidade à luz/cheiros/som e pode ser acompanhada de alterações de visão e, em casos raros, convulsões;
  • Lombalgia: é a dor que acontece na região lombar (“fundo das costas”, acima da bacia). Em termos de dor crónica (mais de 12 semanas), é uma das mais comuns;
  • Osteoartrose: afeta as extremidades dos ossos (articulações e cartilagens) e é mais frequente em pessoas com idade avançada. Provoca dor, rigidez nas articulações, limitação de movimentos e deformações. A osteoartrose não tem causa conhecida, mas pode ser originada pro vários fatores (hormonais, metabólicos, mecânicos, etc.).

A dor em números em Portugal

DOR AGUDA:

  • Principal causa de admissão hospitalar e em consultas;
  • 70% dos doentes submetidos a cirurgias relatam dor no pós-operatório;
  • Cerca de 30% dos doentes operados apresentam dor crónica desta origem;
  • 74% dos doentes operados precisam de terapêutica para a dor no pós-operatório;
  • 20% dos portugueses relata que a sua dor não foi bem controlada. 

DOR CRÓNICA:

  • 37% da população adulta sofre de dor crónica;
  • 14% dos portugueses têm dor cónica moderada a intensa;
  • A osteoartrose representa 47% dos casos de dor crónica;
  • O absentismo resultante da dor crónica é em média 14 dias/ano nas mulheres e 6 dias/ano nos homens;
  • Custo anual da dor crónica: 4610 milhões de euros.

Como tratar a dor?

A dor não deve ser tolerada, sob pena de se tornar crónica, e o seu tratamento deverá ser feito nos Cuidados de Saúde Primários, recorrendo ao médico de família, que está habilitado a diagnosticar e tratar a grande maioria dos quadros de dor. Neste sentido, existem várias opções terapêuticas, que vão desde os anti-inflamatórios aos opióides.

Não devem ser, contudo, esquecidas outras medidas complementares: ter uma alimentação equilibrada e variada, fazer exercício físico (caminhadas, alongamentos ou yoga), ter rotinas de sono e descanso adequadas e tratar problemas psicológicos existentes que podem agravar a dor (depressão, ansiedade e insónia).

“Aliviar a dor é obra divina”

– Hipócrates

Bibliografia:

https://dor.com.pt/

www.aped-dor.org/

Trabalho elaborado por:

Juliana Morais

Interna de Formação Específica em MGF

USF Serra da Lousã