DIA 20 DE OUTUBRO – DIA MUNDIAL DE COMBATE AO BULLYING

A palavra bullying (anglicanismo) é utilizada para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por uma ou mais pessoas no contexto de uma relação desigual de poder, ocasionando dor e angústia nas suas vítimas.

Esta data é um alerta para esta problemática com que muitas crianças e jovens se deparam, sendo as famílias e a comunidade escolar, elementos muito importantes na prevenção e combate desta entidade. Segundo a UNICEF, uma em cada três crianças do mundo, entre os 13 e os 15 anos, é regularmente vítima de bullying na escola, sendo este um dos locais onde este problema se faz sentir, apesar de poder existir em outros ambientes, como o laboral.

O bullying escolar, pela população que atinge, é um fenómeno que pode afetar seriamente a saúde e o bem-estar das crianças e adolescentes, com consequência negativas que podem persistir até à idade adulta.

De ressalvar que associado ao recurso ás novas tecnologias, nomeadamente as redes sociais, insurge-se uma nova forma de bullying, o ciberbullying, que deixa de lado a parte física deste fenómeno, mas com repercussão na auto-estima do lesado.

Os principais desafios colocados por esta data enquadram-se na consciencialização da população para esta forma de violência, apoiar e incentivar as vítimas a denunciarem estas situações graves e encontrar formas de as prevenir. A luta contra o bullying não é uma tarefa de um dia, nem de um grupo de pessoas, mas sim de todos os dias do ano e de todas as pessoas.

Alguns dos recursos para ajudar a conhecer e combater este problema:

Bibliografia:

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/noticia?i=dia-mundial-do-combate-ao-bullying

Artigo elaborado:

Andreia Pereira

Interna de Formação Específica em MGF

USF Serra da Lousã

Dia Mundia da Dor – 15 de Outubro

“A dor é uma experiência sensorial ou emocional desagradável associada a lesão tecidular, real ou potencial, ou descrita em função dessa lesão”

 – Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP)

A dor não é apenas uma experiência puramente física; também o é emocional, com impacto na qualidade de vida de quem a sente. Pode ser um sinal de aviso para uma lesão (iminente ou real), desempenhando um papel importante de prevenção e recuperação das funções do organismo. Por ir além dos sintomas físicos, a dor é considerada um processo complexo, sendo uma experiência subjetiva e individual, influenciada por vários fatores (culturais, psicossociais, …).

Dor aguda e dor crónica

A dor aguda é uma dor que, até certo ponto, tem consequências benéficas para o organismo, sendo um sinal de alerta que avisa para a ocorrência um traumatismo, queimadura ou doença súbita, por exemplo. É, portanto, um sintoma extremamente importante para o diagnóstico de várias doenças, sendo a principal causa de procura de cuidados de saúde pela população em gera. A dor aguda é limitada no tempo, geralmente localizada e tem um estímulo específico que a causa.

Apesar de ser útil para diagnosticar várias doenças, a dor aguda deve ser tratada, de modo a não se perpetuar no tempo e transformar em dor crónica.   

Quando a dor persiste depois do período estimado para a recuperação de uma lesão ou existe de forma persistente ou recorrente durante pelo menos 3 a 6 meses, sem lesão ativa aparente, é considerada dor crónica. Esta pode surgir no contexto de várias doenças (cancro, artrose, “zona”), após algum tipo de cirurgia e pode agravar com, por exemplo, traumas e posturas incorretas. Pode também ocorrer sem causa aparente.

Que tipos de dor existem?

Existem vários tipos de dor, de acordo com a sua origem. Alguns deles são:

  • Dor traumática: é uma dor aguda que pode afetar ossos, articulações e músculos.  É geralmente causada por traumas no aparelho musculoesquelético;
  • Cefaleias e enxaquecas: a cefaleia é conhecida como “dor de cabeça”, sendo uma das formas de dor mais frequentemente observadas. A enxaqueca é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a perturbação crónica mais incapacitante e dispendiosa, sendo mais frequente em mulheres. Pode causar náuseas, vómitos, sensibilidade à luz/cheiros/som e pode ser acompanhada de alterações de visão e, em casos raros, convulsões;
  • Lombalgia: é a dor que acontece na região lombar (“fundo das costas”, acima da bacia). Em termos de dor crónica (mais de 12 semanas), é uma das mais comuns;
  • Osteoartrose: afeta as extremidades dos ossos (articulações e cartilagens) e é mais frequente em pessoas com idade avançada. Provoca dor, rigidez nas articulações, limitação de movimentos e deformações. A osteoartrose não tem causa conhecida, mas pode ser originada pro vários fatores (hormonais, metabólicos, mecânicos, etc.).

A dor em números em Portugal

DOR AGUDA:

  • Principal causa de admissão hospitalar e em consultas;
  • 70% dos doentes submetidos a cirurgias relatam dor no pós-operatório;
  • Cerca de 30% dos doentes operados apresentam dor crónica desta origem;
  • 74% dos doentes operados precisam de terapêutica para a dor no pós-operatório;
  • 20% dos portugueses relata que a sua dor não foi bem controlada. 

DOR CRÓNICA:

  • 37% da população adulta sofre de dor crónica;
  • 14% dos portugueses têm dor cónica moderada a intensa;
  • A osteoartrose representa 47% dos casos de dor crónica;
  • O absentismo resultante da dor crónica é em média 14 dias/ano nas mulheres e 6 dias/ano nos homens;
  • Custo anual da dor crónica: 4610 milhões de euros.

Como tratar a dor?

A dor não deve ser tolerada, sob pena de se tornar crónica, e o seu tratamento deverá ser feito nos Cuidados de Saúde Primários, recorrendo ao médico de família, que está habilitado a diagnosticar e tratar a grande maioria dos quadros de dor. Neste sentido, existem várias opções terapêuticas, que vão desde os anti-inflamatórios aos opióides.

Não devem ser, contudo, esquecidas outras medidas complementares: ter uma alimentação equilibrada e variada, fazer exercício físico (caminhadas, alongamentos ou yoga), ter rotinas de sono e descanso adequadas e tratar problemas psicológicos existentes que podem agravar a dor (depressão, ansiedade e insónia).

“Aliviar a dor é obra divina”

– Hipócrates

Bibliografia:

https://dor.com.pt/

www.aped-dor.org/

Trabalho elaborado por:

Juliana Morais

Interna de Formação Específica em MGF

USF Serra da Lousã

Funcionamento

A partir do dia 4 de Outubro de 2021, a USF Serra da Lousã irá retomar o funcionamento nos moldes prévios à pandemia Covid-19, com o mesmo sistema de agendamento de consulta de Doença Aguda que tinha anteriormente a esta.

Deixará também de funcionar a linha telefónica que até agora servia para atendimento exclusivo dos casos de sintomatologia respiratória.

Mantém-se, no entanto, o nosso questionário “triagem”, que deverá ser preenchido e apresentado ao secretariado por todos os utentes que se dirijam à nossa unidade.

Mantemos a recomendação de, para resolução de situações como renovação de receituário, será preferencial o contacto indirecto, via e-mail ou telefone, reduzindo desta forma as vindas à unidade ao estritamente necessário.

Deixamos novamente os contactos gerais para os quais deve enviar o seu contacto: