Saída do Dr. João Rodrigues

INFORMAÇÃO AOS UTENTES

SAÍDA DO Dr. JOÃO RODRIGUES – 1 de setembro de 2018

 

Médico fundador e Coordenador da USF Serra da Lousã nos últimos nove (9) anos, o Dr. João Rodrigues, por razões profissionais e após concurso público, decidiu ir ocupar uma vaga de Assistente Graduado Sénior (Chefe de Serviço) no Centro de Saúde de Celas em Coimbra, deixando assim de estar a trabalhar na USF Serra da Lousã a partir do dia 1 de setembro de 2018.

 

A sua substituição como Médico de Família, vai passar a ser feita pela médica Luisa Ramos e alguns utentes serão transferidos internamente para o Dr. Jorge Pedrosa Rodrigues.

 

Para conhecer o horário de trabalho da nova médica de família deve consultar a partir de 1 de setembro de 2018 a página web da USF Serra da Lousã, http://www.usf-serradalousa.com/horarios-medicos/.

 

Mais se informa, que o novo Coordenador da USF Serra da Lousã, vai passar a ser no dia 1 de setembro, o Dr. Jorge Pedrosa Rodrigues.

 

Para mais esclarecimentos contactar o nosso secretariado clínico.

 

De seguida, fica a mensagem do Dr. João Rodrigues que contém três simples pedidos para a comunidade (profissionais e utentes) da USF Serra da Lousã e o muito que ainda falta fazer no Centro de Saúde da Lousã.

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MENSAGEM PARA O PRESENTE E FUTURO*

1ºpedido: revejam o muito que já fizemos.

Quem espera nunca alcança.

É verdade. Esta década demonstrou que andamos sempre alertas e motivados para crescer. É importante rever o muito do que já fizemos e alcançamos. Temos que ter efetiva noção do que fomos e do que somos.

 

Relembram-se três momentos marcantes:

1-Obtenção do 1º Prémio Nacional de Saúde Sustentável, atribuído em 2013, pelo Jornal de Negócios.

2-Criação em 2009 do site da USF: (www.usf-serradalousa.com) com o “CANAL DO UTENTE”, onde é possível pedir receituário crónico, atualizar os dados pessoais, pedir informações personalizadas ou enviar qualquer tipo de sugestão de melhoria dos serviços da USF e onde consta toda a prestação de contas da USF.

3-Obtenção da Acreditação Internacional, junho de 2013, Nível Avançado/Bom, pela DGS e ACSA de Andaluzia (Espanha) e recertificada a 24 de junho de 2014 e a 20 de janeiro de 2017.

 

 

2ºpedido: centrem-se sempre na prática dos valores da USF.

Os miúdos e todos nós, somos capazes de voar se nos derem asas. E, essas asas já as temos. Trabalho e organização centrados na população Lousanense, nos sete valores da USF e na Carta de Direitos e Deveres dos utentes, que estruturam as regras básicas e que norteiam os comportamentos e atitudes de todos os profissionais e utentes.

Os VALORES são o suporte, o estofo moral e ético da USF.

 

3ºpedido: aprender a detetar e a gerir o erro em rede.

Habituei-me a olhar sempre para a frente. Façamos todos o mesmo.

Não somos perfeitos. Falta-nos ainda, como organização em evolução, alimentar o crescimento contínuo pela gestão do insucesso. Temos que continuar a melhorar na deteção da não conformidade. Aprender a gerir o erro, perceber onde se falhou. Não ter medo de errar, partilhar o erro, discuti-lo e encontrar a devida solução.

 

Se assim for, a atual equipa da USF saberá continuar a gerir o sucesso.

Assim seja.

Até sempre

 

*João Rodrigues, 9 de agosto de 2018


Sinalização do que falta ainda realizar no que diz respeito à prestação de cuidados de saúde primários na Lousã:

 

Em relação ao “novo” edifício, falta fazer quase tudo do que estava identificado:

1.Melhoria no exterior: o acesso da porta de entrada (deverá ser automática com sensor) com o objetivo de obter o certificado de acessibilidades do ICVM e deverá ser colocado cobertura no estacionamento para proteção solar/chuva de todas as viaturas.

 

2.Melhoria interior:

  • Obras de manutenção imprescindíveis em vários gabinetes.
  • Dividir o hall de entrada, tornando-o mais funcional em termos de acesso para cada USF.
  • Melhoria das instalações sanitárias para os utentes, aumentando a privacidade.
  • Melhorar o espaço do secretariado clínico, tornando o atendimento mais personalizado e seguro na área da confidencialidade.

 

3.Na área da gestão do risco, finalizar e implementar:

  • O Plano de Prevenção aprovado pelas entidades competentes;
  • Ações de sensibilização e formação a todos os profissionais com planeamento regular de simulacros;
  • Aprovar e publicitar o Mapa de Risco do edifício e de manutenção.

 

4.Alargar as instalações: aprovar com o envolvimento de todas as Unidades Funcionais do Centro de Saúde da Lousã e a Autarquia o projeto de construção do segundo edifício no espaço devoluto com o objetivo de alargar as instalações e criar uma envolvente que possibilite o aproveitamento sustentável do espaço existente com a construção de um espaço polivalente com sala de convívio, sala de jogos, sala de leitura, sala de computadores e filmes, sala de ginástica, de apoio às grávidas, salas de formação, salas de reuniões, gabinetes polivalentes, gabinetes para a saúde pública, gabinete de dentista e de armazém.

 

Por fim, a parte mais importante, faltam recursos humanos qualificados na área da Medicina Dentária, Fisioterapia e Psicologia Clínica.

 

 

 

 

 

Projecto Literacia em Saúde – Rinite e Alergias

A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e é um problema muito comum na população.

Quando é alérgica, pode ter várias causas: pólenes, fungos, ácaros do pó da casa, latex, pêlos de animais (cão, gato) e penas de aves.

 

Sintomas típicos:

  • Crises de espirros
  • Congestão e obstrução nasal
  • Corrimento nasal aquoso
  • Prurido (“comichão”) nasal, que muitas vezes também pode afectar a garganta e os olhos

Alergia ocular intermitente muito associada à rinite alérgica:

– Olhos vermelho

– Lacrimejo

– Comichão

– Sensação de corpo estranho

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E como se pode tratar a rinite alérgica?

  • Mais importante: evitar os agentes que causam a alergia!
  • Se é difícil evitar os agentes: ajuda medicamentosa, com anti-histamínicos – podem causar sonolência (os mais actuais já não provocam), por isso devem ser tomados á noite, evitando também conduzir e ingerir bebidas alcoólicas;
  • Alergia ocular (conjuntivite alérgica): os colírios que podem aliviar o prurido e a congestão ocular e deve evitar-se o uso de lentes de contacto;
  • Sintomas de rinite alérgica: as gotas nasais ou sprays ajudam no alívio do prurido e da congestão nasal.

 

Alergia aos ácaros:

  • Causa mais importante de sintomas que duram o ano inteiro;
  • Evitar o contacto com o pó da casa e ter a casa limpa, arejada e bem iluminada;
  • Evitar alcatifas e tapetes e preferir edredões hipoalergénicos em vez dos cobertores;
  • Antes de usar roupa (sobretudo de lã) da estação anterior, sacudi-la bem e lavá-la.

Alergia aos pólenes e fungos:

  • Alergia apenas em determinadas épocas do ano;
  • A duração e intensidade dos sintomas dependem dos ciclos de polinização e variam dentre as regiões – importante conhecer o Boletim Polínico (www.spaic.pt), onde é dada a informação sobre os níveis de pólenes que se vão encontrar no ar!
  • Evitar passeios pelo campo nos dias secos e com vento e fechar as janelas de casa e do automóvel e evitar os locais com níveis de pólen mais elevados.

Alergia aos pelos e penas de animais:

  • Evitar o contacto com os animais causadores da alergia ou, pelo menos, evitar tê-los no interior da casa;
  • No caso da alergia às penas, evitar almofadas, casacos ou edredões de penas.

 

E quando devo consultar o médico de família?

Se suspeita que tem rinite alérgica, para tentar descobrir a sua origem, ou, no caso de doença já conhecida, se os sintomas deixam de estar controlados com as medidas que já costuma usar.

 

Bibliografia:

– Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica: Manual educacional do doente: Alergénios – ambiente exterior; Manual educacional do doente: Rinite

https://www.mgfamiliar.net/itemgenerico/alergias-asma-rinite-e-conjuntivite?A=SearchResult&SearchID=2094487&ObjectID=315506&ObjectType=35

Realizado por: Juliana Morais (interna de 1º ano MGF)